22 de maio de 2013

Imagine que você tem uma antena

Por Lucas Cabral Pazettocolunista da Revista Vaidapé e estudante de Psicologia pela Universidade Estadual de São Paulo (UNESP-Bauru).

ANTENAS

Imagine que você tem uma “anteninha” no corpo e ela transmite constantemente sinais para outras “anteninhas” ao seu redor. Não é uma opção, é um fluxo de sinais contínuo, involuntário e muitas vezes aleatório. Além disso, ela também recebe e capta esses sinais. As informações que você codifica são as que você mais presta atenção, mas há uma serie de outros “sinaizinhos” chegando e emitindo respostas sem a sua consciência. O problema é que esses “sinaizinhos” podem se comportar como vírus, às vezes. Eles comprometem o bom funcionamento da antena e, mais que isso, usam a sua antena para gerar e emitir outros vírus.

A anteninha é a nossa capacidade de processar e articular as informações do nosso dia-a-dia; os sinaizinhos pequenos são os atos e gestos que temos com os outros: Sorrisos, ”Bom dias”, saudações calorosas, se mostrar interessado etc, etc.. Os vírus são a contra-mão disso tudo, são aqueles olhares tortos, as indiferenças, ironias exageradas, segregações e afins. Eles são sorrateiros e trabalham sem nosso consentimento.

Quando uma pessoa se comporta mal com você, qual a sua resposta imediata? Ser mal educado também. Nessas horas a antena já está tomada pelos vírus, é aquela carga emocional que nós levamos. Ou estados de espírito como alguns preferem chamar.

O que se pode e deve-se fazer nesse caso é um aprimoramento do sistema. Isso se dá em 3 passos:
1)Aumentar a sua antena. Quanto maior for sua capacidade de codificar as informações, maior será sua capacidade de controlá-las. Falar e agir da melhor maneira possível. Os vírus tornam-se mais detectáveis e o combate portanto mais imediato.
2)Aumentar a produção dos sinais positivos. Essa reforma fica muito mais fácil e visível se o cenário é colaborativo. Ao emitir mais sinais positivos você aumenta a probabilidade de receber respostas positivas, impedindo a proliferação dos vírus e subtraindo as emoções conflituantes.
3)Melhorar sua defesa. Muitas pessoas parecem ter aquele Q de nebulosidade. Tem umas que parecem que tomaram café da manhã com o capeta. Essas pessoas são antenas virais ambulantes. A batalha contra o vírus não pode ser de contra-ataque, mas de defesa. Levante seus muros e ajude os outros a levantar o deles também.

O amor deve ser visto como um comportamento. Atos e ideias capazes de transformar o nosso dia e o dos outros.
Quem tem a antena melhor desenvolvida é aquele que se dá a maior chance de amar e ser amado.

A RUA GRITA

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