03 de setembro de 2013

Das bordas pro mundo

Depois de uma das semanas mais corridas que já tivemos, chega ao fim mais um Encontro Estéticas das Periferias, promovendo arte e cultura nas bordas da metrópole paulista.

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Por João Miranda / Fotos Daniel Pascowitch

Dedicado à memória de Niggaz e Sabotage pelos 10 anos de morte e a DJ Lah e MC Daleste, falecidos neste ano – todos vítimas da violência que assola as bordas da metrópole – é com muita satisfação que encerramos a cobertura deste evento.

Domingo (01 de setembro), dia de encerramento do Estéticas, ainda foi possível apreciar 9 atividades diferentes no Parque Estadual do Belém, zona leste da cidade.

Kiko e Osvaldinho
Kiko e Osvaldinho da Cuica

Entre elas, estavam presentes: a banda Renegados, com influência direta do rock anos 50, 60 e 70; o grupo teatral Dolores Boca Aberta de Artes, conhecido pelo engajamento em causas sociais; o DJ Erry-G, resgatando o elo entre as pick-ups, o Dub jamaicano e a percussão africana; o projeto Mijiba, que tem como proposta política-cultural a estimulação e participação das jovens artistas negras na cena cultural; Ministério do Samba e Chapinha da Vela, resgatando os clássicos do samba raiz com repertórios de altíssima qualidade; Osvaldinho da Cuíca e Kiko Dinucci, homenageando o samba paulista; e para finalizar, uma das atrações mais belas que já tive o prazer de cobrir, o Bloco Afro Ilú Obá De Min, que tem como objetivo a preservação da cultura africana e afro-brasileira, o protagonismo feminino e a manutenção na região urbana das antigas tradições.

Foram seis dias para reinventar nossos limites e trabalhar em cima de nossas ambições. Investir tempo no debate é repensar o que fazemos cotidianamente.

encerramento-32

Ouvir, se ligar, refletir, se posicionar, somar e agir. Se existem pessoas dispostas a promover um encontro desta magnitude em torno de toda a cidade de São Paulo é porque elas acreditam em um propósito: a troca.

Falar em união parece muito vago, mas é a partir da troca de valores e idéias que nos mantemos unidos. Cabe a nós repensar onde se inicia e acabam os limites da metrópole, eliminar todos os pré-conceitos e começar/continuar a reconhecer a nossa própria cidade.

Sem a troca nunca iremos alcançar uma sociedade mais justa e vamos continuar andando na calçada, sem pisar na rua e sentir o que é a vida de verdade.

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