21 de novembro de 2013

Periferia

Por Lucas Pazetto

Acima, foto do ato "Por que o senhor atirou em mim?", no Jaçanã
Acima, foto do ato “Por que o senhor atirou em mim?”, no Jaçanã

Foto: Carolina Piai

Líquido que ferve em panela de opressão, mas que procura uma saída nas mínimas frestas e espaços de fuga.

Vapor que esquenta e apita na forma de rap e samba e que quando explode, grafita sua cor pela cozinha inteira.

Transborda sua fúria e beleza alagando o mesmo chão do cozinheiro e, portanto fazendo-o queimar o pé.

Pula e dribla o rodo, como que num skate ou uma bola, fixando sua textura nas infinitas e complexas arquiteturas de suas vielas.

Cheira a churrasco ou a esgoto. Não sei… Depende de quem a sente.

O cozinheiro fica ‘’emputecido’’ com a bagunça toda, mas não adianta! No final das contas, foi ele quem esqueceu o fogo ligado e não deu atenção suficiente ao seu próprio alimento.

A RUA GRITA

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