12 de fevereiro de 2014

As bitucas que tiram o encanto da Praça Pôr do Sol

Por João Miranda

bituca

Via MyFunCity

Que os jovens fumam ninguém precisa mais discutir. Um hábito que muitos pais ainda têm parece estar passando adiante, talvez por insegurança, por mera vontade, por ser clichê, chique… A praça não quer saber. Ela só se interessa por uma coisa: bituca de cigarro (seja ele qual for) deve ser jogada no lixo!

A ocupação do espaço público por jovens e adultos, entre 15 e 30 anos, está revelando uma das novas facetas da cidade de São Paulo. Cada vez mais ouvimos falar da atitude de pessoas que resolveram ser militantes nessa selva de concreto. Pessoas que acreditam na união. Pessoas que, depois de junho do ano passado, querem se conhecer na rua. Pois bem.

Com um cenário deste em alta, nada melhor que investir no aconchego de uma das mais belas praças que a zona oeste nos reserva. Cerca de 200 a 300 pessoas, principalmente os mais jovens, costumam dar uma relaxada na Praça Pôr do Sol, localizada no Alto de Pinheiros, aos sábados e domingos. Nada mais justo para quem vive na rotina, seja ela qual for.

Victor Kerr, 19 anos, skatista amador e um dos grandes frequentadores do local, diz que gosta de ir à praça “para fugir um pouco da babilônia, curtir uma tarde com os amigos e esquecer dos problemas do dia-a-dia!”

Fugir da babilônia tem um preço, mas quem está pagando é, mais uma vez, a natureza. Mesmo com alguns mutirões independentes visando a limpeza no local, as bitucas de cigarro não estão sumindo. “Mesmo sendo pequenas, ainda sim é sujeira”, afirma Pedro Alves, 22, outro frequentador da praça Pôr do Sol.

Para ele, “a limpeza e o barulho também acabam se tornando motivos para os moradores do bairro chamarem a polícia”. Se quem se preocupa com a poluição se lembrasse que a praça é pública e deve ser mantida limpa por quem a frequenta, “mudaria a forma como os moradores tratam as pessoas”.

A regra é clara: O que se leva é o que se traz. Se o espírito coletivo realmente está acendendo nessa juventude, que a diferença também seja vista nos pequenos gestos.

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