13 de fevereiro de 2014

Metroviários convocam ato contra “sufoco” no Metrô

Por Roberto Oliveira

Via MyFunCity

O Sindicato dos Metroviários de São Paulo convocou para esta quinta-feira, 13/2, uma manifestação contra o “sufoco” no metrô da capital. Com concentração marcada para às 16h30, o ato acontecerá no Vale do Anhangabaú.

Em nota divulgada no site do sindicato,  os metroviários questionam o governador Geraldo Alckmin e o secretário de Transportes, Jurandir Santos, por suas tentativas de culpar os trabalhadores e usuários do metrô pelos últimos episódios de falhas e panes que causaram caos no sistema de transporte coletivo da capital,  como a paralisação de parte da linha vermelha na terça-feira, 4/2.

“Os metroviários de São Paulo concordam que falhas assim não surgem do nada. Porém, ao contrário deles, não culpamos os usuários. Consideramos que a gestão Alckmin/Jurandir, as direções do Metrô e de empresas fornecedoras de material e mão de obra (como Alstom e Siemens) – que orquestram desvios, superfaturamentos e cartéis – são os principais culpados”, afirma a nota.

E continua o documento: “Denunciamos que as principais consequências do propinoduto são as péssimas condições dos trens reformados. A empresa privada que ganhou concorrência, a base de propina, oferece um péssimo serviço. Como já havíamos denunciado, essa frota, com apenas 7 trens, somou 696 falhas num período de 30 dias. Sendo mais de 300 somente no K07″ – um dos modelos de vagão em circulação.

Ao final,  os metroviários afirmam que o “sufoco” no trabalho é muito grande,  devido ao reduzido contingente de pessoal.  Se, na década de 90, o metrô transportava cerca de 1,5 milhão de pessoas e tinha mais de 10 mil funcionários, hoje, 20 anos depois, são 3,5 milhões de usuários para 9 mil trabalhadores. Fica evidente, assim, o quadro de precarização e terceirização do quadro de funcionários.”Nós, metroviários, queremos estabelecer uma aliança com os usuários para denunciar os verdadeiros culpados pela precariedade do transporte público: falta de investimentos, corrupção do governo PSDB e baixo número de funcionários”, finalizam, convocando a participação de todos no ato.

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