11 de maio de 2014

Nem cem anos…

por Pedro Blanco

 

Nem cem anos de solidão
se comparam a esses minutos meus
onde já não me consola o choro da sanfona, do Juazeiro, ou do Assum
-pelo contrário, me irritam-
os livros não mais me sustentam e tenho fome de não sei o que
Quero distância dos cães,
dos homens,ou de qualquer anima nua
Hoje nada me animará
Escrever não me compete
Alegria não me amola
Alias,
Hoje eu sou o não
o inpoeta , o desimportante , o chato
o genérico do velho beirando a morte – meus osso doem- não
alongo meu corpo
e meu espírito se atrofia aos poucos
não tenho em mim nenhum sonho, quanto mais todos os do mundo
já é demais a idiotice de um ser , quanto mais a do resto
Por hoje me basto
Me quero e só
Me quero só
Só eu
e minha solitude pulsando

 

Captura de Tela 2557-05-11 às 20.15.19

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