29 de julho de 2014

Caixa de Sapato

por Lucas Cabral Pazetto

 

Mas é loucura
Ver o mundo assim de longe
Pendurado no horizonte
Tão difícil de tocar

Não é besteira
Chegar junto e ficar perto
Desdobrando os hemisférios
Refazendo novo lar

Eu vi a vida se querendo cirandar
E duas caixas de sapato no salão
De tão pequeno eram os par a se ofertá
Que eu fui descalço tateando novo chão

Tem que dar bronca
Nessa pressa derrotada
Que do homem não diz nada
Propagandas teatrais

Fico de cara,
Com essa massa envenenada,
Que enviesa a alma nata
Curiosa por si só

Eu vi a vida se querendo cirandar
E duas caixas de sapato no salão.
De tão pequeno era os par a se ofertá,
Que eu fui descalço tateando novo chão

Pode chamar que ela vêm!
Por arte, terra ou mar
E além.

Vou me orgulhar
Das riquezas que não são
Por sorte vendidas em par
E que apertam O meu polegar…

De certo em vão.

 

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