23 de julho de 2014

Puta Merda

Ilustração: Maria Antonia Valladares

por Vinicius Duarte

Pela praça principal, protestávamos

Policiais patrulhavam, pararam

Pela paz? Piada!

Perigo pelo pescoço passou

Paramos pra pensar

Puras possibilidades

Permanecemos

Puxei papo, perceberam –

Parados porra!

Pontou pistola pro pessoal

Paralisamos –

Pernas paralelas!

Perdidos, pressionados, prosseguimos –

Portando pólvora?

Parasita perguntou

Pegou papeis

Plano previamente programado

Politicagem poderosa

Para proteção?

Palhaçada!

Presenciamos pancadaria

Parecia pega-pega

Pega-pega-porrada!

Por puro prazer!

Pancada pela palavra

Pregaram peça

Plantaram provas

Pálidos, pálpebras pularam

Pactuados pelo poder

Por pseudo poderosos

Persuadiram pais, parentes, programadores

Putaria!

Paixão perdida

Paciência perdida

Palavras perdidas

Por pouco pior!

Poeta prevalece

Pesadelo passado?

Puta Merda!

Malditos muitos minutos

Minutos macabros –

Marginal, maconheiro, manifestante malandro, marica! – mandaram

Machucaram muito

Machucaram mentalmente

Muros metralhadores

Martelaram mentiras

Maltrataram, mataram

Massacraram!

Míseros machões

Matagal manchado

Mentes marcadas

Medo metido

Motivo?!

Merrecas?

Malotes?

Marmitas matinais?

Majestades medrontadas

Malditos manipuladores!

Maquiaram, maquiaram…

Mentiras minimizadas

Mil máscaras!

Manobra movendo marketing

Medo: mídia, manchetes, montante menor!

Muita máfia

Marmelada!

Madrugadas meditadas

Maracujá mais mar

Membros mais magros

Mancharam muitas mentes!

Minha medida musical

Mudará males mundiais?

Muita mentira

Muita máfia

Puta Merda!

Puta Merda!

José Renascimento. 16.7.14

 

Por: Maria Antonia Valladares