15 de outubro de 2014

“No Brasil o Reggae é Roots”: Festival ‘Já Regou Suas Plantas?’ é referência internacional

“O que sustenta isso aqui é a música. É o amor”. Com essas palavras, David Hubbard, grande representante do movimento reggae da Guiana, exprimiu da maneira mais sintetizada o que é, foi e sempre será o evento “Já Regou suas Plantas?”.

Por Gil Reis e João Miranda / Fotos: João Miranda

Ao lado da banda QG Imperial, David apresentou uma sonzeira que fez a galera viajar. Com seu Steel Drum, instrumento mágico e pouco conhecido pela maioria dos brasileiros, foi do reggae ao funk, passando pelo rock e acrescentando uma pitada de tempero tupiniquin – levando em conta que Hubbard está no Brasil há 24 anos.

O REENCONTRO

Grupos de alguns estados brasileiros, como Brasília, Bahia e São Paulo, demonstraram a importância do reggae no cenário nacional. A cultura Ras Tafari, desvalorizada e esquecida pelos grandes veículos de comunicação, se fez presente mais uma vez englobando valores e ideologias que visam a paz, união, inclusão e integração dos diversos grupos sociais ali expressos.

Este festival marcou o reencontro das bandas Reggae a Semente, Ambulantes, Semente da Paz e Terra Prometida, que se conheceram em um evento na praia do Corsário, Salvador – Bahia, há sete anos atrás. “Pra gente foi um prazer vir lá de Brasília fazer parte deste reencontro e do quarto festival ‘Já Regou Suas Plantas?’”, comenta Yuri Mello, da banda Reggae a Semente.

“Isso é responsabilidade do governo [promover a arte e a cultura], porque inibe a violência e tem o poder de resgastar. Eu vejo os caras fazendo isso aqui, com pouco dinheiro e muita disposição”, disse Apoena Ferreira, vocal da banda Terra Prometida, do Distrito Federal, que fez questão de diferenciar a grande Brasília das cidades satélites em entrevista para a Revista Vaidapé.

OCUPANDO

Moradores, skatistas, rastas, jovens, crianças  e curiosos estavam no CEU Butantã celebrando um grande sábado de sol. Entre um show e outro, a melhor manobra realizada na pista de skate era consagrada com uma pancada de prêmios. Cds, camisetas e adesivos eram coisa pouca perto das manobras realizadas pelas feras.

Luis Massa, da banda Ambulantes, ressalta: “O  CEU Butantã já tem uma ocupação constante da galera do skate e do grafite. A gente chega para fortalecer um movimento que já acontece”.

ANOITECEU

Ao anoitecer, momento em que as almas já estavam elevadas, a banda Terra Prometida entrou em cena. Fortalecendo a corrente rastafari, elemento essencial na ideologia de Haile Selassie, o grande Ras, os artistas mesclaram instrumentos de sopro, baixo, guitarra e bateria, levando à harmonia do show ao seu apogeu. Em uma das últimas músicas, a banda apresentou uma música reflexiva, de elevação ao ser mais completo e doce por natureza: A mulher. Apoena, vocalista, emocionou a si e ao público, ao chorar por sua mãe, integrante agora do reino das almas.

Agora o “Já Regou suas Plantas?” espera o momento da volta. Mas planta a semente do amor e da paz, deixando a percepção de que iniciativas feitas em prol da população e de seus arredores é a melhor maneira de semear uma boa ideia.

A RUA GRITA

Como Dória pode legislar sobre o que é lindo?

Por: Gabriel Kerhart É possível legislar sobre o belo? Talvez um professor de estética consiga … Continuar lendo Como Dória pode legislar sobre o que é lindo?

A RUA GRITA

Em família: a resistência LGBT na periferia da zona sul

“Há momentos de tristeza, mas há momentos de alegria também. Ninguém é 100% uma coisa. … Continuar lendo Em família: a resistência LGBT na periferia da zona sul

A RUA GRITA

Como o hospital da USP ficou à beira do abandono

Faculdade que gerencia o hospital alega falta de recursos. Coletivos e população lutam para que … Continuar lendo Como o hospital da USP ficou à beira do abandono

A RUA GRITA

Ser gay aos 20 e poucos anos em São Paulo

“Eu acho que você fica apaixonado por muita gente. Você é apaixonado o tempo todo. … Continuar lendo Ser gay aos 20 e poucos anos em São Paulo