20 de janeiro de 2015

por: Beatriz Mansano

Ele nasceu assim, já do mundo.
Acolhido por caridade alheia, por aqueles que sabiam e lembravam o que é nascer ou tornar-se assim. Talvez se não o soubessem ou não o lembrassem, nem estariam ali.
A infância é um jogo de brincar. Ele brincou as brincadeiras da rua.
Aprendeu a sobreviver do jeito que dava, assim como todos seguindo o que achava certo.

“Os rico tem que ajudar os pobre, porque os rico tem muito e os pobre tem pouco. E se os rico não quer ajudar os pobre, nóis toma deles, certo?”
Virou homem assim, quase um Robin Wood. À caridade alheia, sua família. Dividia com todos eles e com quem sua caridade despertasse.
Um dia ele quis tirar de um rico, mas o policial viu. Ele, antes do mundo, agora do estado.
Numero mais um, desses que são jogados em lugares imundos para pensar melhor no que fez e não trazer mais nenhum tipo de dano a preciosa sociedade.
Desvirou homem assim, já era um novo. Teve que aprender a sobreviver tudo de novo.
Lá também perdeu a vida, em briga de macho. Numero menos um.
Menos mais um.

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