10 de março de 2015

8 de março e mais 364 dias de luta

Ato pelo Dia Internacional da Mulher enfatizou luta por uma igualdade de gênero na sociedade

Por Duda Gulman e Victória Candian

Nesse último domingo, aconteceu o Ato do 8 de Março, no Dia Internacional de Luta da Mulher. E não foi um dia de ganhar flores, como a maioria acredita ser. Foi um dia de luta, assim como todos os outros dias do ano: luta contra todos os machistas, racistas e opressores; luta contra governos conservadores que fingem não ver que a cada uma hora e meia uma mulher morre vítima de feminicídio; luta para que os direitos do trabalho da mulher lhes dê apoio, segurança e contribuição; luta para que a mulher possa andar na rua sem ter medo de sofrer assédio sexual; luta para que as mulheres percebam que unidas são mais fortes.

Milhares de mulheres, homens e crianças de todas as idades, marcaram presença na Avenida Paulista, que ficou bela e dominada pela cor do movimento feminista: o lilás. Eram dois carros de som guiando a multidão, ocupados por vários coletivos e movimentos que pronunciavam seus discursos. Muitas gritavam com toda valentia palavras que expressavam a esperança de viver um mundo sem violência sexual e sem machismo. Reforçavam que o corpo pertence somente à mulher e é direito dela dizer o que fazer e o que não fazer com o mesmo.

No mesmo dia, a presidenta Dilma Rousseff fez seu famigerado pronunciamento em rede nacional, que tratou de questões econômicas e citou o dia das mulheres, criminalizando o feminicídio. Milhares de pessoas se manifestaram contra a fala da presidenta: batiam panelas de dentro de seus nobres apartamentos em São Paulo e outras 11 capitais.

Além de vaiada, a primeira presidenta do Brasil foi chamada de “vadia” enquanto defendia a importância da luta feminista no Dia Internacional da Mulher.

O machismo, que perpetua na cultura e na política brasileira, coloca o Brasil no sétimo lugar na listagem de países com maior número de homicídios femininos. A promoção de debates e marchas mostra-se necessária não só no dia 8 de março, mas todos os dias, afinal: “A nossa luta é todo dia, somos mulheres e não mercadoria!”.

Confira as fotos do ato:
A RUA GRITA

Os direitos humanos frente à Cracolândia

Por: Isabel Rabelo  Problemas sociais e falta de políticas públicas abrem espaço para violações em … Continuar lendo Os direitos humanos frente à Cracolândia