13 de março de 2015

Todo o dia

Por Fenrnanda Monteiro de Castro
Ilustra: VIDALT

Dizem que estou atrás de cada grande homem.
Mas, para que isso não ocorra,
corro atrás de cada diária luta
Pois nas ruas ou em casa, de respeito passo fome
Mas sigo em frente, sendo mais macho que o homem
Com terninho, decote ou bermudão
Sofro abuso, não importa a ocasião
Dizem então que preciso seguir “moda”
Depois me estupram pra provarem que são “foda”
Estupram meu corpo, minha mente, minha autonomia
(Nossos valores se tornaram uma orgia!)
E me desculpo, pois no estupro a culpa é minha
E assinamos uma vida assassina
A história? Nem sequer cita meu nome
Enquanto a sociedade nos controla e nos consome:
Criar… Limpar… Fazer jantar
Sou mais fraca por sangrar (?!)
Em 1789 nosso direito não estava na revolução
E na Grécia antiga Aristóteles já nos dizia: NÃO!
Não pode, não deve, não é!
Mas nossa revolução é a interna, e nunca rumamos sem fé
Somos guerreiras, fortes e lilás
Somos as lésbicas e as transsexuais
E do lema proferido nos restou “fraternidade”:
Irmãs em busca de uma plena liberdade
Pois eu sou tudo que quero
E não o que você quer
Que me chamem de freira ou de puta
Muito prazer,
Me chamo Mulher.

Nossa luta não é contra o homem
Mas contra uma uma convenção
Somos a favor da igualdade
E do poder de decisão

A RUA GRITA

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