05 de abril de 2015

Bem vindos ao nada

poema

Chegamos a um ponto, vazio
Simplesmente ponto, vazio
Sem claridade ou escuridão, nada
Nem oco nem maciço, nada
Nem céu nem inferno, limbo
É ai que me encontro
E por me encontrar nesse lugar
Nada muda nele, pois me integro ao nada
E o nada domina meu ser
Logo, isso começo a ser também
Vazio, nada, esquecido
Não estou perdido nem me encontrei
Tudo que sei, é que ainda não sei nada
Nada, nada mesmo, é isso que sei
Ou será isso que me tornei?
Esse lugar faz tão parte de mim
Quanto eu dele
Então vejo, que ninguém pertence a nada
E nada pertence a alguém
Chegamos em um ponto importante
Porem distante, já que ninguém se importa
Lembram? Chegamos ao nada.

Por: Pedro Alves 

Ilustra: Clarissa Misiara

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