05 de abril de 2015

Combate, pessoal

poeta

 

“Que todos ocupem as ruas!”
Berrou o poeta,
ocupando-se de um muro.
“Desculpem-me amigos,
desculpem-se amigos,
me senti estranho.
E a estranheza se encontrou aqui”.
(o poeta coloca a mão sobre o peito
Com uma força libertária)

“Oh liberdade
Oh grande liberdade
Que um dia contagie
O mundo a toda parte!
Quero morte ao Estado
Não vou morar em um só estado
Todo dia me desconstruo
Vivo do caos neste mundo cão”
(o poeta late um choro triste)

“Se há revolução
Se derrubam o poder
Um outro novo homem
Vai querer o ter
Morte ao poder!
No dia que a liberdade
Ser decretada, com vocês
Pelas ruas, pelas quebradas
Pelas bocas desdentadas
Não existirá mais esta palavra
Apodere-se de nada
A podridão é livre
E em seguida, anuncia a limpeza
Que vamos servir à mesa?
POESIA, ARROZ E FEIJÃO
(berra o poeta, com a boca cheia)

Sem regras e leis unificadoras
O mundo é grande demais
Para todos serem iguais
Que cada um viva sua diferença
Que não os trate com indiferença
Cada um com sua crença
Que grite o que pensa
LIBERDADE E RESPEITO!
(o poeta coloca outra vez a mão
No peito, com braveza e ingenuidade no olhar)

Que um dia perca o ar em meu leito
Que falte ar ao meu peito
Que todos sejam suspeitos
Pois morri por espalhar
A todos os seus direitos!”

“Armem-se à luta
Peguem seus melhores livros
E mais milhares deles
Chamem seus amigos
Encontrem seus abrigos
E entreguem-se à natureza!”
(o poeta luta com seu inimigo imaginário, usando o livro
Como sua espada decapitadora)

“Desculpem-me amigos
Desculpem-se amigos

Mas o poeta é anarquista!”

(o poeta saúda a platéia)

Por: Danielle 

Ilustra: André Porces

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