08 de abril de 2015

Professora confecciona bonecas negras e indígenas para combater racismo desde a infância

Bonecas pretas e indígenas para combater o racismo e gerar identificação desde criança. (Foto: Thiago Borges / Periferia em Movimento)


Por Thiago Borges no Periferia em Movimento

Carine, uma menina negra de três anos, ficou triste porque uma coleguinha branca da escola disse que seu cabelo era feio.

Em muitos colégios esse caso poderia passar batido, mas onde a professora Cristiane Palheta dá aula – o Centro de Educação Infantil (CEI) Parque Cocaia, localizado no Grajaú, Extremo Sul de São Paulo.

“A coleguinha não falou por implicância, e sim porque sentia mesmo isso. Não significa que é racismo, mas a reprodução das referências que se tem”, explica Cristiane.

A educadora mediou uma conversa entre as duas crianças sobre a beleza de cada uma e envolveu toda a turminha no assunto.

“É difícil desconstruir isso porque toda o modelo de beleza que se tem é de uma mulher branca, loira, de cabelos longos, e mesmo no ambiente educacional essas questões não são discutidas”, diz Cristiane.

A falta dessas referências em escolas onde até 80% dos estudantes são negros ou pardos incomodou Cristiane, que começou a confeccionar bonecas pretas e indígenas para gerar identificação entre seus alunos e combater o racismo desde a infância.

Leia a matéria completa no site do Periferia em Movimento clicando aqui.
A RUA GRITA

Volta Negra: a história do negro no Centro de São Paulo

Novo ciclo de caminhadas da Volta Negra começa neste sábado e tem atividades programadas para os próximos dois meses

A RUA GRITA

Últimos 3 dias para ajudar: Cora Primavera vai às ruas!

Criado pela Cia. Nada Pensativo, peça Cora Primavera aborda questões como transfobia e violência contra … Continuar lendo Últimos 3 dias para ajudar: Cora Primavera vai às ruas!