22 de abril de 2015

SP Invisível apresenta série de relatos com menores de 18 anos

Por Redação

Desde a última segunda-feira (20) até sexta-feira da próxima semana, a página do Facebook SP Invisível apresenta a série “Menores Invisíveis”. A ideia do canal é de apresentar dez relatos de moradores de rua com menos de 18 anos.

Segundo Vinicius Lima, um dos organizadores da conta, o novo projeto traz uma série de questões que permeiam a sociedade e devem estar presentes no debate sobre a redução da maioridade penal.

“São diversas as situações e escolhas. Os meninos ficam entre o dinheiro fácil do tráfico e o dinheiro suado do farol; a sala de aula ou a escola do crime. Muitos vivem isso, não escolheram o crime mas têm amigos que por falta de oportunidade foram para isso e morreram. Ouros estão na fundação casa e são meninos que, caso a lei saia do papel, vão ser presos junto com caras mais barras pesadas. O que a série acrescenta pro debate é isso, é o relato direto de gente que vive a rua”, afirma.

As postagens vão ao ar de segunda à sexta-feira dessa semana e da próxima às 23h. Para acompanhar as diversas histórias, experiências e realidades, acesse a página do SP Invisível.

Leia o primeiro relato da série:
Relato do dia 20 de abril - Foto: SP Invisível

Relato do dia 20 de abril – Foto: SP Invisível


“Olha, tio, só não mostra meu rosto na foto porque minha mãe pode ver no Face e eu não quero. Meu nome é Luis (nome fictício), tenho 15 anos. Tô aqui há um ano e quatro meses. Vim porque bati no meu padrasto e quis sair de casa.

Ele batia na minha mãe e eu ficava quieto, até que um dia ele deu um tapa na cara dela e eu dei uma madeirada na cabeça dele. Eu tava na revolta, depois chamei meu irmão e ele também deu um pau no meu padrasto. Visito minha avó de vez em quando, mas prefiro ficar na rua.

Meu sonho mesmo é ser engenheiro. Gosto muito de construir. Quando pegou fogo no Moinho, ajudei toda comunidade a subir os barracos de novo. Mas pra isso preciso estudar, fazer um supletivo, depois faculdade e aí ser engenheiro.

Aqui, a gente é uma família, é um ajudando o outro. Por exemplo, se o senhor não pagasse um lanche pra cada e pagasse só um, a gente ia dividir em seis pra todos comerem.”

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