18 de maio de 2015

Com flow, beat e violão, Luz Apache lança primeiro álbum gratuito na internet

O grupo paulistano Luz Apache lança o primeiro trabalho com exclusividade na Vaidapé.

Por João Miranda e Victor Santos
Fotos: Paolo Altruda

Na cena do rap é mais que comum o encontro entre Mc’s para a produção de uma músicas em parceria. Felipe Augusto e João Catan se conheceram nessa situação, cada um vinha de um trabalho diferente, mas sempre se cruzavam nos rolês.

Ouça “Mais Luz” no YouTube

Na época, começando sua carreira como músico, João conta que, na procura por influências e outros sons, se viu em contato com o trabalho de Bobina. Os dois cresceram juntos na música e buscaram misturar outros gêneros como o dub e o ragga dentro do rap.

Foto: Paolo Altruda

No passado, Bobina fez um trabalho mais orgânico, voltado para voz e violão, com o grupo Quilombrasa. As influências vão desde RZO, Lauryn Hill, Racionais Mc’s até a MPB.

João Catan conta ter sido influenciado por Goiano, do grupo Amanajé Sound System, no sentido de produzir um rap diferenciado. Pela estrada, João já desenvolveu trabalhos com Caio Paiva (Picles Mc), formando o grupo Real Missão.

Foto: Paolo Altruda

“É desafiador chegar com uma ideia diferente no rap. Falar do amor, trazer outras influências pro universo do rap que é mais fechado né”, comenta João.

Além de uma temática que difere do rap tradicional, o grupo também traz algo mais característico nas bandas do presente, como um refrão cantado, por exemplo. O álbum “Mais Luz” conta com do grupo Amanajé Sound System, diretamente de SP. Mas não para por aí: A correria foi tanta que até Marina Peralta, diretamente de Campo Grande (MS), chegou a assinar uma música com a rapaziada. O álbum foi todo produzido na casa do João, o estúdio Mais Luz Produções.

Ouça “Mais Luz” no SoundClound 

Assim como diversas iniciativas independentes, a banda sofre com dificuldades financeiras. Os camaradas ajudam com produção, filmagem, entre outras possibilidades. “É a riqueza do trampo independente. Pra chegar onde e a gente sentir essa potência, tem uma galera que corre com a gente lado a lado”, conclui Bobina.

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