12 de junho de 2015

Chão


Não há de ser
sem querer
achar tão doce
a amargura
do amor,
ou achar bom
o cheiro do ralo.
isso é pensado, e,
friamente calculado
pelo instinto caçador.

você.

Foi o que me fez questionar as conversas
da sua sedução honesta,
onde
lábios
olhos
mão
corpo
e,
quem dera,
alma,
seguravam minha atenção
de maneira quase que
autoritária.

Amar é tudo,
e tudo é nada.

Venho com esse papo de louco,
expondo-me
a primeira imagem
do anjo que caiu na terra
dos homens,
não julgo,
e só absorvo todo o conteúdo,
musica,
arte,
e qualquer outra maneira de expressar sentimentos.

Eu te juro que olhei no fundo dos olhos e achei seus demônios fitando minha
íris,
mas isso é o de menos
no momento.

O que de fato incomoda é o vento que soprou
enquanto caminhava
na corda bamba da vida
e me desequilibrou
com charme.
sensibilidade nunca foi meu fraco,
mas devia reconsiderar
as opções,
as vias,
os contratos que assinei,
os juramentos,
porque aí
(quem sabe?)
deixo de me levar por besteira.

ou acreditar que é besteira.
ou acreditar em paixão
e ser deixado levado.
novamente,
não cheguei a lugar algum.

Por: Bira Iglecio
Ilustra: Felipe Machado Dutra

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