10 de junho de 2015

Dia e noite de olhos abertos

Por Pedro Alves
Foto: André Zuccolo

O dia cai, a noite chega e logo a madruga vem também
Lua cheia grita: Cai na noite, vem!!!
Meu bem, fique tranquila que vou
Noite minha, sabe que seu sou
Sendo assim, fique tranquila e venha a mim
Sim, enfim vamos além
Deixando aquém, quem não tem disposição
De explorar a noite em busca de mais visão
Que se contentam com o que a pupila vê com a claridade
Não buscam expandir, buscam facilidade
Buscam um caminho reto a se seguir
Uma trilha correta pra não fugir
Querem uma única opção por medo de se confundir
Tem medo da possível ilusão que sua visão pode criar
Por um simples vulto atrás de uma árvore a meia luz de luar
Possível ilusão, pois pode ser tudo de verdade
Ou talvez mera distorção da realidade
Fraqueza por ser covarde
Ou esperteza por medo da maldade
Ou é culpa da pior de todas elas, a vaidade?
Característica que nos leva a insanidade
De acreditar que a humanidade poderia dominar o meio
Essa arrogância sem freio,vai deixando o mundo cada vez mais feio
E nos vemos mergulhados nisso até o pescoço
Sem dó, tá osso, fudidos até o caroço
Por isso saúdo os que vão além
Aqueles que tais medos não tem
Abandona o ego inflado e deixa a dominação de lado
Esquecida num canto sem vida
Aprisionar outros seres,é o mesmo que ser um suicida
Pois ceifando a liberdade, acabamos com suas vidas
E todos nós somos só um
Somos diferentes e é isso que temos em comum
Então devemos nos ampliar e não nos contentar
Com o que só o dia e a claridade pode nos dar
Lembrar, que o que a noite oculta é um mistério pra gente desvendar.

A RUA GRITA

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