10 de junho de 2015

Ensaio apresenta percepção foto e geográfica dos pastos de Florianópolis

da Redação

O ensaio Pastos Metropolitanos apresenta uma percepção foto e geográfica, ou seja, a paisagem como aparência do espaço, dos pastos espalhados pela ilha de Florianópolis, em Santa Catarina.

A ideia parte de um interesse particular de Fernando Bigi, estudante de geografia e fotógrafo, em pensar a disposição contrastante de Floripa. A partir de um recorte fotográfico, o enquadramento coloca os pastos metropolitanos ao lado de grafites e condomínios de luxo.

“Aquilo que chamo de pasto aqui tem um sentido duplo, na medida que existem dois modos de ser que diferenciam-se entre eles. Além de pastos propriamente ditos, com sua função produtiva, existem também terrenos (lotes) vazios que na aparência se assemelham aos pastos. Estes lotes estão incrustados no meio de espaços da especulação e atuam como pousio social à espera da valorização imobiliária. O boi é quem garante a manutenção da vegetação baixa e o pagamento do imposto rural”, comenta.

Ainda segundo Bigi, esses dois sentidos de pasto estão no cotidiano da capital, de duas formas: “Na resistência de uma ruralidade passada, ou em cortina para especulação imobiliária, como maquiagem de seu pousio social. Ambas existindo dentro de configurações urbanas”.

As fotos refletem essas duas formas como parte de um mesmo processo e diferentes explicações históricas.

O trabalho ainda traz uma hipótese para tal: “Levanto a hipótese de que o que as diferencia, em sua essência, é quem tem a propriedade da terra. A resistência da ruralidade é representada por alguns dos antigos trabalhadores rurais de Florianópolis que tiram da terra seu valor de uso enquanto a vontade especulativa surge de outros, nativos ou migrantes, que estão imersos na lógica da terra como valor de troca”, finaliza.

Confira o ensaio:

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“Estes lotes estão incrustados no meio de espaços da especulação e atuam como pousio social à espera da valorização imobiliária”

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“A resistência da ruralidade é representada por alguns dos antigos trabalhadores rurais de Florianópolis que tiram da terra seu valor de uso enquanto a vontade especulativa surge de outros”

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