18 de agosto de 2015

Rashid: ‘Muita gente contesta o amor no rap. Amor é revolução’


Um dos principais nomes da chamada “nova geração” do rap nacional colou na redação da Vaidapé e deu uma entrevista para a série ‘O que é o Rap?’


Por Iuri Salles

Michel Dias Costa, 27, mais conhecido como Rashid, é um dos principais nomes do rap underground no Brasil, com mais de um milhão de seguidores no Facebook. Hoje, o rapper tem uma carreira sólida construída, que é administrada pela sua própria produtora, a ‘Foco na Missão’. “Espero que seja tudo sofrido se daqui 25 anos eu puder fazer um show igual o que eles [Racionais Mc’s] fizeram”.

Com três mixtapes lançadas, Rashid se prepara para o seu primeiro álbum oficial. Durante a entrevista, o rapper deu o papo sobre a redução da maioridade penal, legalização da maconha, rap na televisão e muito mais.


“Eu enxergo isso como um projeto social muito louco, porque eu empreguei e trouxe gente de vários lugares. Dois funcionários vieram lá de São Mateus, outros de Carapicuíba e Grajaú”


RAP NA TELEVISÃO

Questionado sobre a importância da presença do rap em espaços como a televisão, Rashid contou sobre como conheceu o som do maestro do canão. “A primeira vez que vi o Sabotage foi na Band. Eu estava no interior de Minas Gerais, quando eu voltei para (morar em) São Paulo ele já tinha morrido. Se ele não tivesse topado aparecer, eu não teria a oportunidade de ver ele cantando”, lembrou.

REDUÇÃO: “QUEM VAI SER PRESO SÃO OS NOSSOS MENINOS”

O rapper se posicionou sobre diversos temas, como a redução da maioridade penal e as propostas de legalização da maconha. Além disso, denunciou a falta de estrutura e oportunidades para as pessoas da periferia.


“Sampa é totalmente opressor. Você mora na quebrada, parece que tem um muro em volta”


Rashid ainda falou sobre sua adolescência no Lauzane, zona norte, e das dificuldades em crescer sendo pobre e periférico em São Paulo. “Sampa é totalmente opressor. Você mora na quebrada, parece que tem um muro em volta e que você não pode sair. Em determinados lugares que você vai, as pessoas te veem como um inimigo, tipo The Walking Dead. Você é o zumbi. E o pior, dentro do seu bairro, você também é mal visto. Pela polícia no caso”, desabafou.

LEGALIZAÇÃO: “VAI SER BOM ATÉ PARA MIM QUE NÃO FUMO, PORQUE FICO TOMANDO ENQUADRO TODA HORA”

A RUA GRITA

Um Passinho à Frente, por favor.

Crônica por: Luis Cosme* Fotos: André Zuccolo, Julia Mente e Gil Silva João Doria não anda … Continuar lendo Um Passinho à Frente, por favor.