02 de setembro de 2015

Aquário

NautNo aquário diminuto
nadei em teus olhos salgados
mais uma vez
até quase o afogamento.

Ansiando por ar
golpeamos o vidro
estalou, rachou, num ímpeto rompeu
em explosão reluzente.

“Olha como brilha, a nossa liberdade!”
Ficamos ali
Admirando a chuva afiada
Rasgar nossos corpos
Como navalhas.

Na manhã fria segui rumo a mim
Retirando um a um
O vidro incrustado.

 

Poema Nautila

Ilustra Nautila

 

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