17 de setembro de 2015

Onde florescem as ideias

12032979_508138242696091_8243307598789155763_nJá faz algum tempo que queria voltar a escrever. As ideias, como já acontece a algum tempo, continuam a brotar e florescer na minha cabeça. Tenho inclusive a sensação de ter cultivado um largo e denso bosque dentro dela.

Mas também continuo o mesmo. Por isso, quando pareço voar por entre as formosas arvores de ideias, pensamentos, teorias e outras histórias, me deparo com clareiras caprichosamente tomadas por espécies invasoras. E é com lembranças e outros artífices dessa flora que me perco nos caminhos.

Por exemplo; se já tivéssemos inventado um teste de carbono preciso em segundos, você veria quantos longos minutos demorei a escrever este último parágrafo.

O mais difícil em voltar a escrever é voltar a ter e sentir o prazer em ver a tinta marcar o papel. Celulares, computadores e outros eletrodomésticos com aplicativos parecem nos atordoar, acalmando ao invés de perturbar nossas dúvidas. Nossas cabeças estão travadas, como o espírito do século anterior que vislumbra o século seguinte. Somos hoje o primeiro lanterninha do mundo, que atônito congelou ao ver a imagem do trem que parecia atropelá-lo.

A tecnologia deveria ser o adubo que faltava em nossa terra. Tem sido o sal.

Por isso voltei a usar o velho caderno que estava em minha estante. Vamos ver como floresce o bosque quando é plantado com a inchada e sem trator. O que vai nascer eu ainda não sei, mas espero que de frutos, flores ou, ao menos, brisas.

poema João Previ
ilustra Flávia Siervo

A RUA GRITA

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