18 de novembro de 2015

O Grito da Terra

Flavia - M.E

 

Corre a felicidade
e colide com a tristeza.
Foi descoberta a verdade,
com uma trágica certeza.
E a Terra? Desabou.

Lágrimas cansadas,
fuga eterna.
Casas abandonadas,
uma guerra interna.
E a Terra? Sangrou.

Sangra o abandono,
a rejeição da beleza.
Eles pensam que são donos
da mãe natureza.
E a Terra? Chorou.

A maquiagem feita pelos cegos gananciosos
não esconde minha inconformação.
Uma guerra sem vitoriosos,
feita de ilusão.

E a Terra sangrou.
Meu coração parou.
Aquela lama desabou.
E o mundo? Ainda não acordou.

O filho perdeu a mãe e chorou.
O poder tudo matou.
A maldade se revelou.
E o ser humano? Ainda não acordou.

A natureza se salvou.
E o luto? Eternizou.

#poema Maria Eugênia Otero
#ilustra Flávia Siervo

A RUA GRITA

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