27 de junho de 2016

Grajah: “Rap na quebrada chegou para evoluir, Grajaú é zona sul, fábrica de Mcs”


No 14º episódio da série “O que é o Rap?’’, trocamos uma ideia com o grupo Grajah, representante da cena hip-hop que movimenta a cultura na periferia paulistana


Por Ian Castilho
Fotos e Vídeo: João Miranda

Na sacada do Gang Starr Estúdios, a vista é para o maior bairro da cidade de São Paulo, no extremo sul da cidade: Grajaú. Palco de diversas produções de rap na região, o estúdio, montado por DJ Crafter, responsável pelas produções musicais do grupo Grajah, já produziu diversos artistas do Grajaú e região, como Xemalami, JPA Epycentro, Expresso Perifa, SUB, JKR, entre outros.

Leandro, DJ Crafter e Fábio, na sacada do Gangstarr Estúdios, no Grajaú (Foto: João Miranda)

Formado em 2013 por Fábio Neto, 19, Leandro Senna, 21, e David Crafter, 20, o grupo vem trabalhando para produzir o primeiro EP oficial intitulado “Na sua caminhada”, previsto para o segundo semestre deste ano.

OUÇA “RAP NA QUEBRADA”, DO GRAJAH

O rap na quebrada chegou para evoluir mesmo. Neste episódio, trocamos uma ideia sobre a movimentação da cultura hip-hop na quebrada deles. Além das produções musicais, o grupo mobiliza um coletivo chamado ‘Arte em movimento com a rua’, juntamente com outros moradores do próprio bairro.

O coletivo aposta na produção de eventos culturais voltados para arte, música, poesia e dança tanto dentro, quanto fora da periferia. Segundo Fábio Mc, “a ideia é propagar a mensagem e dar oportunidade para novos talentos da comunidade”. O dinheiro arrecadado, está sendo investido em produções e cestas básicas para serem distribuídas em diversas regiões.

“Hoje, isso aí que é foda: o cara pegar e fazer a música só pra ele, entendeu?”

Fábio Mc, sobre os rappers que não buscam passar uma mensagem positiva com suas letras

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