12 de agosto de 2016

Um ano da chacina de Osasco e Barueri sem respostas nem indenizações

Foi comprovada a participação de sete agentes públicos. Quatro já estão soltos, O secretário que comandava a PM na época virou ministro da Justiça e as famílias seguem sem indenização


Da redação
Fotos: Thiago Gabriel

Um ano se passou desde que 23 pessoas foram assassinadas na chacina de Osasco e Barueri, entre os dias 8 e 13 de agosto de 2015. O ocorrido, no entanto, segue sem respostas, as famílias sem indenização, as investigações não condenaram ninguém pelos crimes e o secretário de Segurança Pública na época, Alexandre de Moraes, foi promovido para o cargo de Ministro da Justiça do governo Temer (PMDB).

Foi a maior chacina de 2015 no estado. A série de ataques, segundo o inquérito, foi uma retaliação à morte de um policial militar, no dia 7 de agosto, e de um guarda civil metropolitano, no dia 12 de agosto.

Em dezembro do ano passado, seis policiais militares e o coordenador da GCM de Barueri foram indiciados pelas mortes em inquérito da Polícia Civil e acabaram presos. Todos eles já haviam sido detidos por abusos promovidos como agentes de segurança pública. No entanto, a Justiça Militar revogou a prisão dos sete agentes estatais responsáveis pelas mortes. Três deles seguem presos, pois tiveram a prisão pedida pela Justiça comum. Quatro estão soltos.

No ano passado, a Vaidapé esteve no bairro de Munhoz Jr., onde residiam a maioria dos jovens assassinados e conversou com moradores que protestavam nas ruas por justiça. Um dos depoimentos é de Zilda Maria de Paula, mãe de Fernando ‘Abuse’, uma das vítimas. Ela, assim como outras mães segue sem indenização. “Eu não tenho apoio de ninguém. Não tenho apoio de polícia, não tenho apoio do Estado. Meu apoio é a imprensa e meus vizinhos”, lemantou Zilda na época.

O pixador Cripta Djan, morador de Osasco, também criticou a atuação da PM e denunciou a ação de grupos de extermínio formados por agentes do estado. “É a mão do Estado batendo forte, cobrando pessoas inocentes numa guerra que elas não tem nada. Eu vejo como uma ação covarde matar pessoas que não tem como se defender”, desabafou.

Assista a sequência de vídeos registrados pela Vaidapé na época

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