09 de setembro de 2016

Atos dessa semana mostram que violência nas ruas parte da PM


Atos Fora Temer que aconteceram durante essa semana terminaram sem repressão policial. Jornada de manifestações deve continuar


Por Patricia Iglecio
Foto em destaque: Mídia Ninja

Na tarde de ontem (8), mais um ato Fora Temer tomou as ruas de São Paulo, e reuniu cerca de 20 mil pessoas no Largo da Batata, que caminharam em direção a casa do presidente Michel Temer (PMDB), no alto de Pinheiros. Convocado pela frente Povo Sem Medo, participaram da manifestação movimentos sociais, centrais sindicais, partidos políticos, movimentos estudantis, representantes políticos e a população contra Temer.

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Foto: Mídia Ninja

Sem repressão policial, o ato seguiu até a praça em frente a casa do presidente, que já era protegida por cercos e policiais. Durante a concentração, no Largo, a movimentação se iniciou com uma fala de Guilherme Boulos (MTST) e terminou no Alto de Pinheiros com falas de Eduardo Suplicy (PT), candidato a vereador, Vagner Freitas, da CUT, entre outros representantes.

A maior parte dos manifestantes estava organizada em movimentos, e o ato sem manteve bastante organizado também. Em dado momento, meninos mais novos, com máscaras nos rostos, foram abordados por militantes para que não cometessem nenhum tipo de “desobediência civil”.

Ao final, todos caminharam para suas casas e foi convocado, para o próximo domingo (11), mais um ato da Frente Povo Sem Medo.


MANIFESTAÇÃO AUTÔNOMA


Nesta quarta-feira (7), outra manifestação contra o governo Temer tomou as ruas do centro de São Paulo. Organizado por grupos independentes, o ato reuniu cerca de 10 mil pessoas e seguiu alinhado e sem repressão policial, com black blocs na linha de frente e na defesa lateral.

29275390992_6a3e0944f3_oFoto: André Zuccolo

Segmentos da esquerda tradicional não participaram do ato e temiam que, com a presença da tática black bloc, a ação policial pudesse ser ostensiva.

Após os atos da semana passada terem terminado todos com repressão policial, parece que nessa semana a tática da PM é permitir que a manifestação siga.

Nesta jornada de atos, que vem se intensificado desde o afastamento definitivo da presidenta Dilma Rousseff (PT), no dia 31 de agosto, alguns embates tem acontecido entre movimentos tradicionais da esquerda e grupos autônomos, principalmente no que diz respeito a atos de vandalismo. No entanto, as manifestações dessa semana evidenciam que a violência é instaurada pela Polícia Militar.

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