27 de setembro de 2016

Julgamento que condenou PMs pelo Massacre do Carandiru é anulado


Recurso dos advogados dos policiais pediu a nulidade dos julgamentos no tribunal do júri, o que foi aceito pelos desembargadores. Novo julgamento deve acontecer em nova sessão


Da Redação
Foto em destaque: Reprodução

Para saber mais sobre o Massacre do Carandiru, leia essa reportagem especial preparada pela Vaidapé.

111: 23 anos de um massacre sem fim

UBIRATAN COMANDOU A A«√O QUE TERMINOU NO MASSACRE DE 111 PRESOS NO CARANDIRU

A 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) julgou, nesta terça-feira (27), um recurso dos advogados de defesa dos 73 policiais condenados pelo envolvimento no caso do Massacre do Carandiru, que deixou ao menos 111 mortos na maior chacina dentro de um presídio já presenciada no Brasil.

A defesa alegou que o processo penal que levou à condenação dos policiais não foi cumprido de forma devida e pediu a nulidade dos julgamentos. O pedido foi aceito pelos desembargadores e a 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça afirmou não haver elementos capazes de demonstra quais foram os crimes cometidos.

A condenação dos policiais segue vigente, mas agora eles irão passar por um novo julgamento. O relator do processo e ex-presidente do TJ-SP, Ivan Sartori, afirmou que “não houve massacre, foi legítima defesa” e defendeu a anulação da condenação e absolvição de todos policiais envolvidos.

No entanto, os outros dois desembargadores que votaram aceitaram a nulidade do julgamento, mas rejeitaram a anulação da condenação dos militares.

Derrotado na questão da condenação, Sartori reivindicou o artigo 942 do novo Código de Processo Civil para que mais desembargadores pudessem votar. A decisão sobre o voto de mais desembargadores foi adiado para uma nova sessão do TJ-SP.

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