14 de dezembro de 2016

Festival no centro de SP defende continuidade do programa De Braços Abertos

Contando com shows e apresentações culturais, grupos em defesa do Programa De Braços Abertos organizam encontro na Praça Júlio Prestes no próximo dia 17

Por Gil Reis
Fotos: Divulgação

Uma questão de saúde. Assim se define o Programa De Braços Abertos, criado em 2014 pela prefeitura de São Paulo e que será defendido neste sábado (17), em um evento que reivindica a permanência e manutenção do projeto. Organizado por grupos em defesa dos direitos humanos e da luta antimanicomial, o evento ocorre das 12h às 19h na Praça Júlio Prestes e ter apresentações de shows gratuitos, contando com participação de Luana Hansen, Inconsciente Coletivo, Grupo Sambaque e atração surpresa de encerramento.

O Braços Abertos é uma medida que une esforços de secretarias municipais como as da Saúde (SMS), Direitos Humanos e Cidadania (SMDHC) e Assistência e Desenvolvimento Social (SMADS), sendo de grande relevância para mostrar que a redução de danos é o melhor caminho para abordar questões do uso de drogas nas ruas, entendendo que esse problema não se remete à segurança pública e sim um problema de saúde, ligado à vulnerabilidade social e à defesa dos direitos humanos.

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Programa representou avanço na política de drogas em São Paulo

O programa beneficia cerca de 500 pessoas, garantindo acesso ao trabalho, alimentação, serviços de assistência social e equipamentos de saúde. Durante os dois anos do De Braços Abertos, segundo a pesquisa independente da Plataforma Brasileira de Políticas sobre Drogas e dados da Prefeitura Municipal de São Paulo, 88% dos beneficiários diminuíram o uso de drogas, 83% estão em tratamento de saúde e 54% retomaram contato com a família. São dados que mostram a eficácia do projeto, além de seu potencial de crescimento e gradativa melhora.

Apesar dos resultados conquistados, o programa sofre grande ameaça a partir de 2017, quando se inicia a gestão do Prefeito João Dória. As medidas e propostas apresentadas pelo novo prefeito não favorecem a construção de uma política que entende as drogas como uma questão de saúde pública. Por isso, no dia 17, ocupe os espaços públicas e façamos valer nossa voz.

Relembremos a memória do psicanalista argentino Antonio Lancetti, falecido no dia 14 de dezembro, sendo uma figura central da luta anti-manicomial e percursor de atividades de enfrentamento à dependência química no Brasil.

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