31 de março de 2017

Uma playlist com 10 clássicos do funk paulista, relembrando sucessos de MCs que foram assassinados

Sem dúvida, a playlist de funk mais de rua que você vai encontrar. Se liga nesses clássicos que a Vaidapé separou para você


Por Iuri Salles
Arte: Henrique Santana
Foto: Reprodução

MC Bin Laden, com a “Tá Tranquilo, Tá Favorável”, MC João, com o “Baile de Favela”. São vários os sons do funk de SP que explodiram recentemente. No meio da nova expansão, com vários MCs emplacando hits que se espalharam pelo Brasil, a Vaidapé apresenta algumas faixas clássicas de cantores que foram assassinados no passado. Uma playlist que traz os pilares que fizeram do movimento o que ele é hoje.

A lista é composta por nomes como os MCs Felipe Boladão, Duda Marapé, MC Careca, MC Primo e o MC Daleste. Todos foram assassinados em um intervalo de três anos, entre 2010 e 2012. Daleste em Campinas e os outros quatro na Baixada Santista. Ainda assim, se tornaram grandes referências na geração passada do funk paulista. Dos conscientes aos proibidões e pancadões, os primeiros destaques do movimento de SP vieram das mãos desses caras.

Dos conscientes aos proibidões, os primeiros destaques do movimento de SP vieram das mãos desses caras

Nesse playlist de 10 músicas, resgatamos um pouco da obra desses MCs que representam uma geração, mas que foram enterrados ainda na juventude. Os crimes continuam sem solução, mas as músicas ficaram para a posteridade. Vamos relembrar essas faixas que ainda hoje são tocadas nos bailes de comunidade e mostrar que os clássicos também foram aprovados no teste de qualidade do tempo.

Sem comparar as gerações, o ritmo hoje chegou em outros públicos, inovou e invadiu novos espaços. Isso tem que ser respeitado. Mas foi bem louco curtir o funk quando ele era feito pra maloqueiro e era 200% rua. Então se liga na lista.


1. A Viagem

_MC Felipe Boladão

 

Nessa faixa, o MC da baixada santista prova porque é tido como um dos maiores letristas do funk e faz uma homenagem emocionante a quatro amigos mortos.

 

 


2. Tony Country

_MC Felipe Boladão

 

Felipe canta as reflexões de um presidiário que projeta sua vida em liberdade e conta um pouco do seu cotidiano na periferia de Santos.

 

 


3. Cai Lágrimas

_MC Duda do Marapé

 

A faixa conta os sentimentos de um jovem preso e fala sobre a dor da saudade, relembra os conselhos da família e cotidiano de um presidiário. Clássico, Clássico, Clássico!

 

 


4. Marapé

_MC Duda do Marapé

 

Essa aqui quem colava nos bailes nunca vai esquecer do refrão “Re re re. Marapé, Marapé, Marapé”. O Duda conta a história de um criminoso admirado nessa faixa.

 

 


5. Mata os policia é nossa meta

_MC Daleste

 

Antes de estourar no funk ostentação, o MC Daleste já chamava atenção na cena do funk proibidão. Com letras pesadas e que incitavam a morte de policiais, Daleste conseguiu expor toda revolta de uma juventude que lida com abusos da Polícia Militar.

 


6. São Paulo

_MC Daleste

 

O Daleste foi um dos primeiros destaques do hoje consagrado funk ostentação. E a faixa “São Paulo” ganhou a massa funkeira vendendo a ideia de maloqueiro rico.

 

 


7. Tá na memória

_MC Careca

 

“As grades prendem, mas não prendem os pensamentos. Essa aqui eu fiz pra todos lá do sofrimento”. Mais um clássico que tocou muito nos guetos de SP, o som era quase um hino em memória aos amigos que estavam presos.

 

 


8. Corda Bamba

_MC Careca

 

O Careca sempre teve facilidade em falar a língua da rua. Nessa faixa ele dá aquele salve para os moleques que estavam se iniciando na vida do crime em busca de status. E lembrando que o crime tem consequências pesadas.

 

 


9. Diretoria

_MC Primo

 

Com uma década de vida, o som “Diretoria” ainda é um clássico do funk de SP. É o don don don das antigas.

 

 


9. Eu Não Quero Buxixo

_MC Zoio de Gato

 

O Zoio de Gato não foi assassinado mas morreu na adolescência em uma acidente de carro. É responsável pela frase “Eu não quero buxixo, eu só quero dinheiro”.

 

 


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