15 de março de 2017

Povo Pataxó fecha BR-489 e ocupa Parque do Descobrimento contra ameaça de despejo

Cerca de 1.600 pessoas, 520 famílias, em oito aldeias, localizadas nos municípios de Santa Cruz de Cabrália e Porto Seguro, sofrem ameaça de despejo.


Por Thiago Gabriel
Foto: Movimento Indígena Pataxó do Território Comexatibá

É mais um episódio da luta dos indígenas do Brasil em sobreviver contra a violência que apenas obedece à distantes interesses políticos e econômicos.

O Povo Pataxó, que vive no entorno e dentro do Parque do Descobrimento desde antes da chegada dos portugueses e a criação da nação brasileira, ainda tem que legitimar sua existência e sua história perante à Justiça.

A região é de interesse da empresa Góes Cohabita, que obteve decisão favorável em pedido de reintegração de posse. O processo está em recurso aberto pela Funai (Fundação Nacional do Índio), que nunca foi julgado, e agora a empresa faz pressão à seu favor. Depois de diversos ataques por parte de fazendeiros ao longo dos anos, a área foi retomada em 1998 e seus limites questionados pelos indígenas.

São cerca de 1.600 pessoas, 520 famílias, em oito aldeias, localizadas nos municípios de Santa Cruz de Cabrália e Porto Seguro, que ainda vivem nos moldes tradicionais de sua cultura. É justamente o Monte Pascoal de grande valor simbólico, marco de identidade étnica Pataxó.

As comunidades estão avisando que vão resistir. Desde sábado (11) ocupam a sede do Parque do Descobrimento e, na manhã de ontem (14) realizaram a paralisação da BR-489. Eles reivindicam a revisão do processo, argumentando sua presença histórica nas terras.

Ouça o áudio do Cacique Bauxúkwi, da aldeia Pequi, que fala da ocupação da sede do Parque do Descobrimento, feita no último sábado de manhã.

 

Confira também o vídeo da mídia Desinforménos Brasil sobre a situação dos Pataxós na região AQUI

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