15 de maio de 2017

ENSAIO | Marcha Antifascista


Manifestação contra a ascenção da extrema-direita foi reprimida pela PM no centro


Fotos: André Zuccolo

A “III Marcha Antifascista” tomou as ruas do centro de São Paulo no último sábado (13) para fazer frente à ascenção da extrema-direita e de pensamentos conservadores. Entre as principais pautas dos manifestantes estavam o fim das políticas de encarceramento em massa e do genocídio da população negra, pobre e periférica, a resistência aos ataques à classe trabalhadora por meio das reformas e o fim do capitalismo.

Centenas de pessoas se concentraram na Praça da Sé a partir das 16h, onde um momento de falas foi aberto para que os diferentes grupos presentes no protesto pudessem expressar suas lutas. Estudantes secundaristas, ativistas LGBT, movimento feminista e grupos de apoio aos imigrantes e refugiados afirmaram suas pautas.

Na região do Viaduto do Chá, a concentração policial já era grande em frente à Prefeitura. Ao chegar na República, manifestantes quebraram a vidraça de uma agência de banco e a PM iniciou a repressão. A partir daí, manifestantes montaram barricadas e atiravam pedras nos policiais, que disparavam bombas ininterruptamente.

O ato se dispersou e alguns grupos se reuniram na região para dar continuidade a manifestação, que chegou em número reduzido ao destino final. Um outro contingente de pessoas seguiu para a Cracolândia para fugir da repressão e manifestar apoio à resistência contra os ataques da PM à região na última semana. Ali, policiais continuaram atirando bombas e reprimindo indiscriminadamente manifestantes, trabalhadores sociais, usuários, transeuntes e pessoas em situação de rua.

Ao final da manifestação, quatro pessoas foram detidas por depredação às agências bancárias e encaminhadas ao 2ºDP, no Bom Retiro.

A RUA GRITA

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