18 de maio de 2017

Manifestantes simbolizam morte da cultura em protesto contra corte de verbas em SP


Trabalhadores e trabalhadoras da cultura seguem nas ruas contra o congelamento de verbas e questionam a política pública para a área na cidade


Por: Gil Reis
Fotos: André Zuccolo

Contra o congelamento de quase metade das verbas da secretaria municipal, os trabalhadores da Cultura voltaram as ruas no dia 16 de maio. No começo do ano o Prefeito João Dória (PSDB), anunciou o congelamento de 43,5% das verbas para a pasta e, novamente, a Frente Única da Cultura de São Paulo reuniu funcionários da secretaria e diversos movimentos da área para manifestação em frente ao prédio da Prefeitura, no centro da cidade.

Acompanhados pela Marcha Fúnebre e por críticas entoadas contra a gestão de Dória e do secretário André Sturm, os trabalhadores e educadores se deitaram na frente da Prefeitura em uma intervenção onde a morte, representada por artistas, jogou flores em cima dos corpos, que simbolizavam o fim da cultura. Também foi lembrada a ação em que João Dória recebeu a contragosto flores que faziam referência aos ciclistas mortos nas Marginais em decorrência do aumento de velocidade nessas vias em 2017.

O congelamento na Cultura, que alcança cerca de R$ 243 milhões, trouxe demissões e interrompeu diversos projetos, como o o Programa de Valorização das Iniciativas Culturais (VAI e VAI II), os programa Vocacional e Piá, além de atividades em CEU’S e centros culturais da cidade, afetando, consequentemente, a geração de renda de agentes que atuavam diretamente nestes equipamentos.

A verba da cultura em 2017, cerca de R$ 518 milhões, é uma das menores entre as secretarias, representando menos de 1% do orçamento na cidade. Importante lembrar que, dentre as 22 divisões municipais, a Cultura é a que sofreu o 4° maior golpe, ficando atrás das secretarias de  Habitação, com corte de 83,32%, Serviços e Obras, com 71,4% e Direitos Humanos, com 49,34%.

Conivente com as ações do prefeito, o atual secretário de Cultura, André Sturm, também foi duramente criticado pelos manifestantes. Hoje (17), o jornal Folha de São Paulo publicou denúncia contra o secretário, que teria influenciado diretamente na contratação irregular da empresa que realizou o carnaval de rua de São Paulo neste ano. Esperemos a Virada.

Confira o ensaio de fotos feito pelo fotógrafo André Zuccolo:

A RUA GRITA

‘É quando som de preto toca que incendeia o baile’

Cantada pelo músico capixaba Fabriccio, a frase acima integra o single “Teu Pretim”, do disco … Continuar lendo ‘É quando som de preto toca que incendeia o baile’