13 de junho de 2017

Primeiro Dia Municipal do Reggae lota Anhangabaú e consolida vitória do movimento


O primeiro Dia Municipal do Reggae ocupou o centro de SP depois de muita mobilização para que fosse criado. Pedro Ribeiro, da Associação Nacional Reggae, explica como foi o processo até essa conquista e fala sobre o evento do último domingo


Por: Pedro Comuna Ribeiro / Associação Nacional Reggae
Fotos: André Zuccolo

O 1o Dia Municipal do Reggae de São Paulo tomou as ruas do centro histórico da cidade durante todo o dia no último domingo (11). O evento reuniu mais de 25 mil pessoas e ocupou três espaços públicos de grande importância para a Cultura paulistana.

Na Galeria Olido aconteceu a abertura do evento, além das oficinas de capoeira e toque de tambor Nyahbinghi. Ainda no espaço, rolaram duas mesas de debate: a primeira sobre Reggae e a segunda sobre a cultura Rastafari, que contaram com a presença de grandes nomes como Zé Orlando, ex-integrante e fundador da banda Tribo de Jah.

O Boulevard São João abriu espaço para a oficina “Linha do Tempo Reggae”, com explicações sobre a cultura acompanhadas por um DJ que mostrava músicas de diferentes fases da história do gênero musical. Ali ainda aconteceu o grande encontro de Sound System, contando com 5 equipes de som, cada uma levando seu conjunto de caixas e mostrando as mais variadas vertentes da música jamaicana.

No Vale do Anhangabaú um verdadeiro mar de pessoas coloriu os espaços com as cores verde, amarelo e vermelho. Mais de 17 mil pessoas compareceram para acompanhar o festival de bandas que contou com show de encerramento da banda Mato Seco.

Após muita organização, mobilização e luta, o movimento Reggae e Rastafari de São Paulo conquistou, através da destinação de verba pública, a execução da Lei Municipal 16433/16 que estipula o Dia Municipal do Reggae, e a elaboração, por parte da Secretaria Municipal de Cultura, de Edital de Fomento específico para a  Cultura Reggae e Rastafari.

O Edital de Apoio à Criação Artística – Linguagem Reggae está dividido em 4 módulos (Audio e Vídeo, Circulação de Espetáculo, Gravação de Álbum inédito e Artes Integradas) aceitando projetos de artistas e coletivos, pessoa física ou pessoa jurídica, que tenham trabalhos desenvolvidos na cidade de São Paulo. As inscrições vão até o dia 16 de Junho.

Foi um ano e meio de mobilização através de Assembleias mensais, ações dos Grupos de Trabalho que compõe o Fórum e manifestações convocadas na Câmara dos Vereadores de São Paulo, para, finalmente, neste ano de 2017, alcançarmos essas vitórias.

As políticas públicas para Cultura em geral na cidade de São Paulo não estão fora do debate executado pelo Fórum do Reggae. O movimento acompanha e está em constante diálogo com os demais movimentos culturais da cidade e vem reivindicando, também, o descongelamento total das verbas para a Cultura no Município de São Paulo.

As Assembleias do Fórum do Reggae de São Paulo acontecem toda primeira segunda do mês, às 19h na Vitrine da Galeria Olido, e são abertas à todos que queiram participar e contribuir. Longe de ser apenas para artistas e produtores, este é um lugar para todos que vivenciam a Cultura Reggae e Rastafari.

O Fórum do Reggae não é uma entidade representativa, portanto não possui corpo diretivo e funciona de forma horizontal. Ele também não representa os interesses particulares de nenhum grupo ou pessoa. Os dois principais objetivos são o fortalecimento das relações autônomas da comunidade Reggae e Rastafari, bem como a luta por Políticas Públicas para este segmento da sociedade.

Pedro Comuna Ribeiro é Baixista da banda Ambulantes e Diretor da Associação Nacional Reggae – Portal RAS

Veja mais fotos desse dia histórico para a cultura Reggae:

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