03 de agosto de 2017

Tupimasala retrata a emancipação feminina em seu novo álbum ‘Vênus’


Com temática retrofuturista e inspirações de Cartola a Daft Punk, o grupo Tupimasala apresentou seu álbum “Vênus”, que trata da emancipação feminina


Por: Alan Felipe

No dia 8 de maio, o #VaidapéNaRua recebeu nos estúdios da Rádio Cidadã FM a banda Tupimasala, que apresentou seu segundo disco de estúdio, “Vênus”, lançado poucos dias antes do programa. A vocalista Samantha Machado e o guitarrista Adam Esteves trocaram uma ideia sobre o novo trabalho, as influências e a carreira do grupo.

Ouça o programa completo no player:

Antes da formação completa, o Tupimasala surgiu de um duo entre Samantha e Adam, que tocavam juntos em bares. Com algumas composições próprias e na busca por encorpar mais o som se juntaram a Sabrina Homrich na bateria e Hector de Paula no baixo, na formação que segue até hoje.

“A gente batizou a banda em um período sabático que a gente teve e passou pela Índia. Masala é um tempero indiano apimentado, então a ideia do Tupimasala é música brasileira com a pimentinha. Nossa masala hoje em dia é o som sintetizado, são as vozes sintetizadas, os teclados carregados, a bateria eletrônica” explica Samantha. Assim, o som é influenciado tanto pela música brasileira, com artistas como Samuca e a Selva, Cartola, Adoniran Barbosa e As Bahias e a Cozinha Mineira, como por coisas de fora, como Daft Punk e Tame Impala.

Masala é um tempero indiano apimentado, então a ideia do Tupimasala é música brasileira com a pimentinha.

A vocalista Samantha Machado. (Foto: Divulgação)

A diferença entre “Rebrasilis”, o primeiro álbum do grupo, e “Vênus” é que no “Rebrasilis a gente ainda estava experimentando e se entendendo como músico” conta Adam, que também é o responsável pelos sintetizadores nas músicas. Samantha explica que quando a banda começou a compor, eles notaram que “nossas canções são muito crônicas, sempre com personagens ou perspectiva feminina”

Assim surgiu o tema principal do disco, a emancipação feminina dividida em três partes. A primeira “diz respeito ao momento em que você se entende mulher e dos impactos sociais que isso tem, como o mundo vai interagir com você, como você vai interagir com o mundo por conta de ser mulher, por isso ele é um ato mais introspectivo, um pouco mais triste” detalha Samantha.

O segundo ato é o Trânsito de Vênus, que representa “basicamente o momento de Riot, de levante, de quando você se enche de dor por conta de aspectos exteriores e costuma reagir de maneira mais agressiva. Então o segundo ato é mais agressivo, é mais imperativo” continua a vocalista.

O disco fecha com o ato Estrela D’Alva, “um momento de brilho”. Samantha diz que nessas composições “você consegue se voltar pra dentro de si, só que não no sentido melancólico, mas no sentido de conhecer o seu corpo, de conhecer sua psique, de se curtir mais como ser humano. Então o terceiro ato é mais festivo, mais alegre”.

A vocalista diz que no show ela tenta apagar suas próprias vivências, e busca incorporar diferentes personalidades para interpretar as personagens das músicas. “No palco eu tento não existir, parece estranho, mas é não existir como Samantha, não carregar os meus valores, não carregar a minha visão de mundo, não ser eu. Dar vazão as personagens descritas nesse álbum. Basicamente a ideia é que nosso corpo seja instrumento para dar voz as personagens que a gente criou nesse álbum”.

 “No palco eu tento não existir, parece estranho, mas é não existir como Samantha, não carregar os meus valores, não carregar a minha visão de mundo, não ser eu. Dar vazão as personagens descritas nesse álbum.”

O guitarrista Adam Esteves. (Foto: Divulgação)

A banda também lançou o clipe de Branca, o primeiro single do álbum. “A gente fez um vídeo que mistura a estética de VHS, aquela coisa anos 80, ao mesmo tempo em que traz uma linguagem com um pouco de Youtube. Justamente porque a música tem um pouco desse retrofuturismo” conta Adam, compositor da letra. “Ela fala sobre depressão e eu mesmo passei por isso um certo tempo e escrevi sobre essa experiência. O nome da personagem é Branca porque dá essa sensação de apagamento, de apatia”.

Assista o videoclipe da música “Branca”: 

A trilha que embalou a conversa começou com “Joana Paraná”, o single “Branca” e terminou com “Cléo”, todas do álbum “Vênus”, que está diponível em todas as plataformas digitais. Para acompanhar a banda, confira o site com todas as informações.

O Vaidapé na Rua é transmitido ao vivo toda segunda-feira, às 20h, pela Rádio Cidadã FM. Na região do Butantã, o público pode acompanhar o programa sintonizando 87,5 FM e, no mundo inteiro, através do site da rádio. Acompanhe também a transmissão #aovivo pela página da Vaidapé no Facebook

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