27 de dezembro de 2017

Em família: a resistência LGBT na periferia da zona sul


“Há momentos de tristeza, mas há momentos de alegria também. Ninguém é 100% uma coisa. As pessoas têm que parar de enxergar o que separam elas. E têm que enxergar o que nos une. Todos nós somos seres humanos.”


Por: Adriano Sod
Fotos: Divulgação
Ilustrações: Pedro Mirilli

O documentário norte-americano Paris is Burning, de 1990, fala sobre a vida gay em Nova York em meados dos anos 80. O filme revela o cotidiano e a origem de grupos que se denominavam verdadeiras famílias gays. Eles eram espécies de clãs e cada um deles tinha um título, o qual os membros tomavam como sobrenome para si. Esses jovens LGBTQI, da ilha de Manhattan, eram vítimas do preconceito, discriminação e desigualdade social. Uma violência que começava dentro de casa quando eles eram expulsos, pelos próprios pais, e se estendia ao dia – a – dia nas ruas, onde ser diferente do padrão social estabelecido é quase um crime.

No Brasil, os clãs também existiram. Tudo começou nos anos 70. Talvez um dos registros mais antigos seja o da travesti Andréia de Maio, uma cafetina durona das ruas de São Paulo da época. Andréia tentou ter seu lugar na sociedade trabalhando em algum ofício comum como todo mundo. Mas o preconceito nunca deixou que ela ocupasse este lugar. O que restou foi ganhar as ruas e se impor a ponto de administrar as travestis do centro, que também trabalhavam na rua como profissionais do sexo. Andréia peitava traficante e era respeitada pela polícia. E mesmo sendo temida, ela ainda tinha um ar maternal para com as meninas que ela cuidava.

Décadas depois da era de Andréia de Maio e longe da ilha de Manhattan, ainda existem essas famílias que sobrevivem na cidade. Os anos passaram, mas os conflitos desses garotos e garotas permanecem os mesmos. Eles, todavia, são expulsos de casa, moram na rua, convivem com a violência e a miséria cara a cara todos os dias. Esses jovens perderam quase tudo, mas restou a eles a esperança de que coisas boas ainda podem acontecer a qualquer momento.

Estou no trem para o Grajaú, a caminho da periferia de São Paulo. Imaginando o que encontrarei em mais uma entrevista. Trata-se de um evento com jovens da periferia que se reúnem para debater assuntos sobre sexualidade, gênero e cultura. Com direito a certificado, o encontro oferece um curso de formação política acerca dos direitos LGBTQI aos participantes da maratona de debates. O projeto tem a intenção de democratizar o conhecimento que existe nos grandes centros da cidade e levá-lo à pessoas que, por vezes, viajam uma hora de trem ou mais, para alcançar essas informações que nem sempre são discutidas de forma abrangente. Eles buscam interagir e não serem apenas meros receptores daqueles que vivem nos grandes centros urbanos.

Depois de sair do trem, eu caminho por ruas que compõem o caminho até o local do evento. Elas estão repletas de bares, mercados populares e muitos carros com funk em som alto, além de rap. Eu chego ao meu destino e há uma praça em frente ao lugar, que serve de encontro para o pessoal da comunidade. Há muitos jovens fumando, o cheiro é forte, não sei dizer com precisão do que se trata o fumo, mas até deu vontade de sentar um pouco, aproveitar o final de tarde com uma cerveja e umas boas tragadas em algum baseado. Vejo alguns caras treinando manobras com skate. Tudo muito agradável.

Entro no local, a Casa de Cultura do Grajaú, e fico sabendo que os participantes do curso haviam saído para o almoço. Alguns deles estavam na sala aguardando as próximas atividades. A família Stronger é quem organiza a programação. Eles são garotos e garotas entre 17 e 22 anos. O mais velho que encontrei é um dos “pais” da família, com seus 30 anos.

O coletivo da Família Stronger acolhe especialmente jovens para a conscientização sobre políticas LGBTQI e discutir temas sociais ligado à comunidade.

Em uma das cadeiras da sala, há um garoto grande e corpulento, mas com ar infantil – a mochila com chaveiros de personagens de animações japonesas me dá essa impressão. Eu o abordo e, com um pouco de hesitação, ele aceita conversar comigo. O rapaz de óculos se apresenta como Kido, tem 26 anos e atua como escritor, produzindo livros e roteiros. A imagem do rapaz supõe o estereótipo de nerd.

Eu ligo o gravador e começamos.

– Quais as principais diferenças entre os gays da periferia e os gays do centro? Existe uma discrepância no sentido social, cultural?

– Gays de periferia, na maioria das vezes por falta de cultura dos próprios pais, sofrem muitas represálias. A maioria do pessoal do centro ou de regiões mais ricas, eles já têm um nível cultural mais elevado. Os pais, a princípio, têm as suas próprias opiniões, mas acabam cedendo. Os gays de periferia, na maioria, os pais são nordestinos ou são imigrantes, têm a cultura do machismo muito agregada na família. Eu mesmo fui expulso de casa, morei na rua durante mais de dois anos. Hoje, eu tenho a minha vida, tenho um apartamento meu. Mas isso é por mérito próprio. Porque se eu não me valorizasse, me cultuasse e não me amasse como eu me amo, eu estaria me prostituindo, traficando ou estaria morto. Então, respondendo a sua pergunta, sim, existe. O problema em si não é os próprios gays, tanto da região do centro quanto da periferia, e sim do núcleo familiar. E aí agrega também a escola, porque é escola pública e não uma particular que sabe lidar com essa situação, cheia de dedos. Uma escola pública não tá nem aí. Então, sofre o bullying, o gay se isola, ou ele se suicida, ou vai pra rua.

“Eu mesmo fui expulso de casa, morei na rua durante mais de dois anos. Hoje, eu tenho a minha vida, tenho um apartamento meu. Mas isso é por mérito próprio.”

– Você sente algum rancor pela sua família, como ficou a relação de vocês depois dessa trajetória?

– Não existe relação. Porque… Bom, eu vou usar frase de Rupaul. – ele menciona o ícone gay americano famoso por seu programa de TV que divulga a cultura drag. “Rupaul diz que nós gays escolhemos a nossa família. Então, basicamente eu sei quem é a minha família, eu sei quem são os meus amigos, eu sei quem tá comigo, quem corre por mim e quem me ama verdadeiramente. Então, eu deito a minha cabeça no travesseiro tranquilo, porque enquanto eu estou em paz – e é paz genuína mesmo, porque não existe rancor – não existe mágoa, mas existe sim o fato de eu gostar de mim. Então, eu não quero ter esse preconceito, como se fosse uma crosta nojenta perto de mim. Eu evito o contato. Porque magoa, quem gosta de si sabe o que faz bem. E a gente, às vezes, tem que se desprender de certos valores em prol de si mesmo, porque senão você se afunda.”

– Solidão é algo recorrente nessa cidade?

– É solidão se você se permitir a isso. Eu gosto de mim, eu me aceito como eu sou. Eu sou gay, eu sou nerd, sou gordo. Mas isso são coisas sobre mim. Isso não diz totalmente o que eu sou. Eu sou muito mais que isso. Eu tenho outros valores. Eu poderia ser solitário por ser gordo, gay, mas não, eu sou empoderado. Eu sou feliz. Há momentos de tristeza, mas há momentos de alegria também. Ninguém é 100% uma coisa. As pessoas têm que parar de enxergar o que separam elas. E têm que enxergar o que nos une. Todos nós somos seres humanos.

Kido, morador de Itaquera na zona leste da cidade, escreve cartas com seus pensamentos sobre coisas cotidianas, crônicas e romances. O garoto nerd e eu, após as perguntas, ficamos conversando até começar a palestra seguinte.

Ilustração por Pedro Mirilli.

“É solidão se você se permitir a isso. Eu gosto de mim, eu me aceito como eu sou. Eu sou gay, eu sou nerd, sou gordo. Mas isso são coisas sobre mim. Isso não diz totalmente o que eu sou. Eu sou muito mais que isso. Eu tenho outros valores. Eu poderia ser solitário por ser gordo, gay, mas não, eu sou empoderado. Eu sou feliz.”

Os participantes do evento já estavam de volta, depois da pausa para o almoço. O tema da próxima atividade é “Sexualidade e Gênero”, a palestrante é uma mulher branca e feminista. Ela começa a falar de uma forma bastante didática. Os participantes, sempre que tomavam a palavra, demonstravam que quase todos não tinham muita desenvoltura na fala. Alguns nem tinham uma dicção muito aprimorada. Eram tímidos, mas com perguntas e colocações muito pertinentes.

Em meio à discussão, um rapaz de 29 anos, com pouca desenvoltura para falar em público, começou a dar seu depoimento. Ele contou que na adolescência foi expulso de casa por diversas vezes. Naquela época, ele era só uma bichinha que gostava de Britney Spears e todos, incluindo a própria família, riam dele como se ele fosse um palhaço dando um show. Seu irmão já havia ido para a cadeia 5 vezes, comia todas as meninas do bairro, além de traficar drogas. A mãe dos dois rapazes nunca expulsou de casa o filho com passagem pela polícia, apenas convencia a esposa dele, de que um dia ele criaria juízo. Entretanto, o filho que gostava de Britney Spears foi punido por ser bicha, e a pena foi a expulsão dele de seu próprio lar.

Hoje, ele não é mais o adolescente engraçado que a família tirava sarro. Agora, segundo seu relato, ele é um cara de 29 anos que está desempregado e que foi demitido por ser homossexual. Mora na periferia e, assim como muitos outros jovens pobres, convive com o crime, o preconceito social e a dificuldade para alcançar a ter uma vida digna. Esse rapaz falava com um ar tristonho e comovente.

O depoimento fez Kido se emocionar com lágrimas nos olhos, ele levantou a voz e disse para o rapaz acreditar que ele poderia superar isso, que era possível coisas boas acontecerem. Kido nunca faltou à aula na faculdade, mesmo morando na rua, usando roupa suja e com mau cheiro. Formou-se e fez pós-graduação. Mesmo perdendo a família, a casa e a perspectiva de um futuro, ele persistiu. O milagre de tudo isso, foi o amor que ele conservou dentro de si, que o fez capaz de olhar para um desconhecido e dizer a ele que ainda existe sonho, e algo pode dar certo.

Após a palestra sobre “Sexualidade e Gênero”, que, para mim, foi usurpada pelo protagonismo desses dois rapazes, tive que sair para entrevistar, do lado de fora, um dos jovens que organiza os eventos da família. Ele se chama Matheus Emílio, 20 anos, estudante de direito, mora próximo ao Terminal Varginha e tem um carisma muito evidente no sorriso e olhar. Ele termina de assinar os certificados do curso para entregar aos participantes. Eu soube que pela manhã, ele havia ministrado uma palestra sobre HIV/Aids.

“Talvez eu achasse que eu estivesse sozinho ou eu era o único, e na verdade, infelizmente tem muitas pessoas que convivem com hiv ainda. E é crescente esse número.” (Matheus Emílio Silva)

– Ainda é tabu entre eles falar sobre HIV/Aids?

– Totalmente. Falta muita informação. As campanhas que o Ministério da Saúde faz são sempre com as pessoas brancas normativas. O corpo do Ministério da Saúde, você pode olhar, é sempre composto por pessoas, normalmente, hétero, brancas e com linguajar próprio deles, que não consegue adentrar na periferia. É uma campanha que não se comunica com a nossa realidade. Eu vou trazer um pouco pra mim. Quando eu falei que era soropositivo para algumas pessoas na família, logo começaram algumas outras pessoas a declararem que também eram soropositivas e nunca tinham falado sobre aquilo. Porque eles começaram, de certa forma, a se identificar e a gente começou a ver a necessidade de falar sobre isso dentro da família. Isso me marcou. Talvez eu achasse que eu estivesse sozinho ou eu era o único, e na verdade, infelizmente tem muitas pessoas que convivem com HIV ainda. E é crescente esse número. Só que a sociedade não fala sobre HIV. E eu acho que esse é o nosso maior comportamento de risco, é não falar mais sobre HIV.

“Quando eu falei que era soropositivo para algumas pessoas nafamília, logo começaram algumas outras pessoas a declararem que também eram soropositivas e nunca tinham falado sobre aquilo. Porque eles começaram, de certa forma, a se identificar e a gente começou a ver a necessidade de falar sobre isso dentro da família.”

Espaços culturais são os locais que abrigam adolescentes e jovens que se reúnem para debater questões do movimento negro, o tema sexualidade e gênero, a saúde e prevenção do HIV.

Depois de falar com o Matheus, eu encontro com o Allan, um jovem de 21 anos, morador do Jardim Ângela, área de alto índice de violência e pobreza da cidade. Ele é negro, alto e corpulento.

– Você sente que existe um preconceito quando você sai do seu bairro, que é periférico, para ir ao centro, e também por ser negro? Isso é latente, de que forma?

– Sim. Principalmente, quando você entra num shopping. Você vai, por exemplo, num Pátio Paulista (shopping de elite em São Paulo), e as pessoas te olham diferente. Se uma pessoa negra usar um chinelo e entrar no shopping, já é meio estranho, as pessoas te olham e já começam a comentar. Agora, uma pessoa branca, de certa forma, usando chinelo é estiloso. Tem essa separação. Até para abordar alguém na rua é diferente a reação da pessoa.

– E entre os gays, você vive isso?

– Dentro da comunidade LGBT tem muito. É preocupante, mas não é falado. Às vezes, o próprio gay negro tem preconceito em se relacionar com gay negro.

– Por quê?

– Boa pergunta. Tem aquela coisa: “por que você vai namorar com negro? Você tem que namorar com branco. Vamos ‘esclarecer’ as coisas.” – eu rio da fala irônica e racista. Minha avó mesmo falava isso: “você tem que namorar uma loira.”

“Se uma pessoa negra usar um chinelo e entrar no shopping, já é meio estranho, as pessoas te olham e já começam a comentar. Agora, uma pessoa branca, de certa forma, usando chinelo é estiloso.” (Allan Angelo)

“Dentro da comunidade LGBT tem muito [preconceito]. É preocupante, mas não é falado. Às vezes, o próprio gay negro tem preconceito em se relacionar com gay negro.”

– Existe amor em SP?

– Se for olhar ao pé da letra a palavra amor, é bem complicado. Tecnicamente não existe. Eu acho que existe sim amor em São Paulo. Tem muita gente que tá procurando. Eu mesmo sempre quando dá eu tento ajudar alguém. No sentido mais amplo da palavra, tem o amor de um dia, de uma balada.

– Solidão é presente?

– Muito. Dos LGBT negros principalmente, mais a questão da idade. A pessoa não tem parceiro há certo tempo e aí fica mais difícil de se relacionar.

– Por que é negro e mais velho?

– Exatamente, e às vezes, mora na periferia e aí piorou. Existe, e muito, essa solidão. Ás vezes, as pessoas procuram só sexo e depois daquilo, já era. Tem pessoas que não são só disso, só o sexo. Tem pessoas que têm sentimentos. Todos nós temos sentimentos, mas tem pessoas que têm mais: “ah, não quero ser um caso numa noite.”. Fica aquela coisa: “eu não vou conseguir arrumar alguém, o que falta em mim para alguém me querer?”. É Algo assim.

O garoto corpulento e de voz tímida sorri e sobe as escadas para voltar à sala de palestras.

“Existe, e muito, essa solidão. Ás vezes, as pessoas procuram só sexo e depois daquilo, já era.”

Antes do encerramento do evento, um dos “pais” da família, um rapaz de 30 anos, tentava disciplinar os participantes muito falantes, com conversas paralelas. Ele sinalizava elevando a voz e falando com um olhar repressor. Logo, os que estavam conversando cochichavam: “silêncio. O pai tá falando”.

No final do curso, nós todos tiramos uma foto erguendo a bandeira da família Stronger. Na saída, pude colher o depoimento de um dos “pais” do coletivo. Elvis é um jovem de 30 anos, cabisbaixo, voz tímida e olhar que se esquiva. Ele tem muitas marcas de expressão no rosto. Atualmente, está desempregado e mora em um bairro denominado “Buraco do Sapo”.

– Qual é a maior demonstração de amor que existe nesse ato de reunir uma família LGBT?

– É a proteção. O carinho. O maior ato que tem nas famílias LGBT é justamente aquilo que os jovens não conseguem falar com seus pais biológicos ou falar na sua casa, na sua família. Ele prefere ser quem realmente ele é com outras pessoas que o compreendem e sabem o que ele é. Pares que nem eles. E nessas famílias eles encontram carinho.

Elvis conta que foi por muito tempo reprimido, tinha medo de alguém o ver em algum local, sendo o que ele realmente é.

“Quando você se ama, começa a se entender, o que você é, o seu lugar no mundo, o que você pode fazer junto com essas pessoas, aí você realmente encontra o amor.” (Elvis Justino Souza – agachado em frente à bandeira da família Stronger)

– Você encontrou o amor?

– Depois que eu conheci a família Stronger e entrei pra ela, eu mudei completamente. “Ah quero que se foda.” Você acaba conhecendo outras pessoas, você acaba se aceitando, se amando. Quando você se ama, começa a se entender, o que você é, o seu lugar no mundo, o que você pode fazer junto com essas pessoas, aí você realmente encontra o amor. Foi onde eu realmente encontrei o amor.

“É a proteção. O carinho. O maior ato que tem nas famílias LGBT é justamente aquilo que os jovens não conseguem falar com seus pais biológicos ou falar na sua casa, na sua família.”

Eu desligo o gravador e me despeço dos garotos. E orgulhoso, na volta para casa, eu seguro meu certificado do curso. Ali, nas áreas periféricas e distantes do coração da cidade, há amor e resistência.

São Paulo, 6 de Agosto de 2016

A RUA GRITA

Últimos 3 dias para ajudar: Cora Primavera vai às ruas!

Criado pela Cia. Nada Pensativo, peça Cora Primavera aborda questões como transfobia e violência contra … Continuar lendo Últimos 3 dias para ajudar: Cora Primavera vai às ruas!

A RUA GRITA

Volta Negra: um caminho da História de São Paulo

A caminhada acontecerá por pontos da cidade como a Praça da Liberdade, a estação Anhangabaú de Metrô e a Praça Antônio Prado. Até o século XIX, esses locais sediavam, respectivamente, a Forca, o Mercado de Escravos e a Igreja da Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos.

A RUA GRITA

Entrevistamos a rapaziada que pixou o tradicional Beco do Batman

Os coletivos PIXOAÇÃO e ARDEPIXO pixaram o internacionalmente conhecido Beco Batman que abriga obras dos … Continuar lendo Entrevistamos a rapaziada que pixou o tradicional Beco do Batman

A RUA GRITA

MINI-DOC | “Sem Saldo”

Sem Saldo é mais do que um documentário feito por estudantes secundaristas de escolas públicas … Continuar lendo MINI-DOC | “Sem Saldo”

A RUA GRITA

Menos amor, por favor

Por: Tomás Spirandelli Duarte, do blog La Sinistra* Ilustração: Pedro Mirilli Fotos: André Zuccolo e … Continuar lendo Menos amor, por favor