09 de agosto de 2018

Volta Negra: um caminho da História de São Paulo


Coletivo Cartografia Negra realiza caminhada por pontos que representam a vivência da população negra no centro de SP durante o século XIX


Da Redação

Você sabia que a Praça da Liberdade (agora Liberdade-Japão) era um local onde homens e mulheres negras eram enforcados por lutarem pela sua liberdade? E que a Igreja que tantos passam na região do Largo do Paissandu foi construída pela população negra como um espaço para abrigar as tradições de diferentes religiões de matriz africana junto com o catolicismo?

Para contar essas histórias apagadas da lembrança dos paulistanos e ignoradas pelas narrativas oficiais da cidade, o coletivo Cartografia Negra convida todas e todos para a primeira edição da Volta Negra: um caminho da história de São Paulo, que acontece neste sábado, dia 11 de agosto, a partir das 15h, com saída da estação Anhangabaú do metrô.

Durante toda a tarde, os pesquisadores da Cartografia Negra apresentam fatos, relatos e contam a história não-oficial dos bairros centrais da cidade ao longo de uma caminhada guiada por espaços importantes para a comunidade negra paulistana.

Mapa antigo da cidade de São Paulo com parte dos percurso realizado pela Volta Negra.

Na cidade, caminhamos muitas vezes por lugares semelhantes ao que foram os campos de concentração nazistas. Esses espaços, porém, não são demarcados (e sua história também não é conhecida pela maior parte da nossa população). No centro da grande metrópole, a comunidade negra vivenciou atrocidades no Pelourinho e na Forca, por exemplo, e criou também locais de resistência.

O encontro será facilitado pelos participantes do coletivo Cartografia Negra, que têm estudado (sem subsídio de instituições) há um ano a história desses lugares a partir de referências bibliográficas, audiovisuais, visitas ao acervo municipal de São Paulo, logradouros históricos como o Sítio da Ressaca, dentre outros.

A caminhada acontecerá por pontos da cidade como a Praça da Liberdade, a estação Anhangabaú de Metrô e a Praça Antônio Prado. Até o século XIX, esses locais sediavam, respectivamente, a Forca, o Mercado de Escravos e a Igreja da Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos.

Para contar um pouco mais dessas e outras histórias, resgatando referências biográficas, bibliográficas, mapas e fotos antigas, o coletivo Cartografia Negra realiza a caminhada aberta. Para quem puder, é sugerida contribuição voluntária.


A Volta Negra também pode ser realizada para escolas [com estudantes do Ensino Médio] ou grupos fechados. Interessados podem entrar em contato por cartografianegra@gmail.com.


Conheça mais sobre o coletivo Cartografia Negra por seu site ou Fanpage do Facebook.


Serviço

O quê: Volta Negra: percurso de resgate da história da população negra em SP
Quando: Sábado, 11 de agosto, às 15h
Onde: Estação Anhangabaú de Metrô (saída R. Formosa)
Quanto: contribuição voluntária
Como confirmar: https://www.facebook.com/events/179772432762167/


 

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